Curas de almas para tempos novos: As ordenações presbiterais em Portugal (1800-1848)
Fontes, hipóteses e perplexidades
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2026-26433Palavras-chave:
Livros de ordinandos, Clero secular, Clero regular, Liberalismo, PresbíterosResumo
Na transição do Antigo Regime para o constitucionalismo liberal em Portugal o clero atravessou um processo de reconfiguração das suas características, da sua extração socioeconómica, das suas tarefas administrativas e da definição da sua tutela institucional. Os contornos desse processo estão, ainda, mal definidos, sendo necessário, antes de mais, conhecer os indivíduos que, na primeira metade do século XIX, acederam à condição de presbítero, estatuto essencial para o desempenho da cura de almas, então tida como a parte socialmente útil da religião. Aqui se situa a relevância dos livros de matrículas de ordinandos, fonte cujas características e limitações se apresentam. Extraem-se, a partir dos materiais existentes, os números dos novos presbíteros ordenados entre 1800 e 1848, tanto do clero secular quanto do clero regular, para se analisar, ensaiando hipóteses explicativas, a variedade dos ritmos de evolução do número de novos padres nas 10 dioceses em que o fenómeno teve maior expressão.
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