Francisco Papel e a justiça colonial: Trabalho por contrato e colonialismo na cidade de Bolama

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.48751/CAM-2025-24487

Mots-clés :

Guiné-Bissau, Secretaria dos Negócios Indígenas, Colonialismo, Trabalho por contrato, Resistência

Résumé

No início do século XX, a administração colonial criou nas suas colônias a Secretaria dos Negócios Indígenas com o objetivo de  administrar a mão de obra dos trabalhadores africanos. Na Guiné Portuguesa, a instituição também julgava conflitos envolvendo  patrões e serviçais gerando um conjunto significativo de processos administrativos e judiciais. Estes processos expõem aspectos importantes acerca das relações de trabalho por contrato a que foram  submetidas as populações locais. Os processos também demonstram como os trabalhadores acessaram o sistema de justiça  colonial reclamando direitos de trabalho. Na intersecção entre história do direito e história do trabalho, este artigo analisa processos buscando compreender a agência e a resposta dos trabalhadores ao trabalho obrigatório imposto pela administração colonial. A  análise dos processos da Secretaria revela como os trabalhadores lutaram por redefinir as suas relações de trabalho e o uso que  fizeram do amplo sistema de justiça colonial, ambos temas pouco estudados pela historiografia da África Portuguesa.

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Publiée

2025-12-29

Comment citer

Espindola Souza, M. (2025). Francisco Papel e a justiça colonial: Trabalho por contrato e colonialismo na cidade de Bolama. Cadernos Do Arquivo Municipal, (24), 1–16. https://doi.org/10.48751/CAM-2025-24487