Três panfletários do antiliberalismo católico: O jesuitismo como resistência (1829-1834)
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2026-25402Palabras clave:
José Agostinho de Macedo, Frei Fortunato de São Boaventura, Frei Alvito Buela Pereira de Miranda, Companhia de Jesus, AnticlericalismoResumen
Este artigo analisa o papel de três panfletários católicos – José Agostinho de Macedo, Frei Fortunato de São Boaventura e Frei Alvito Buela Pereira de Miranda – na construção de uma retórica antiliberal centrada na defesa do jesuitismo, entre 1829 e 1834. Num período de aguda instabilidade política marcado pela morte do rei D. João VI e pela guerra civil que opôs os irmãos Miguel e Pedro, representantes das correntes conservadora e liberal, estes autores reconheceram nos jesuítas o derradeiro bastião de ordem moral, coerência doutrinária e resistência à desagregação política e espiritual impulsionada pelo liberalismo. Através de periódicos, pastorais e panfletos, mobilizaram uma linguagem combativa, teologicamente enraizada e fortemente polémica, que fez do jesuitismo não apenas uma causa religiosa, mas também uma plataforma de contrarrevolução. A análise permite compreender como o antiliberalismo católico se articulou com o tradicionalismo político, revelando tensões profundas entre fé, poder e modernidade na sociedade portuguesa da primeira metade do século XIX.
Descargas
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Francisca Branco Veiga

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Los autores conservan los derechos de autor y conceden a la revista el derecho de primera publicación, estando la obra simultáneamente bajo la licencia Creative Commons Attribution License CC BY-NC 4.0 que permite compartir y adaptar el texto siempre que se atribuya correctamente su autoría con el reconocimiento de la publicación inicial en esta revista.







