O prelúdio da penetração colonial no espaço magrebino: Oposição e resistência dos sultões alauitas
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2025-24426Palavras-chave:
Magrebe, Marrocos, Sultões alauitas, Colonialismo, DiplomaciaResumo
Este artigo analisa o prelúdio da intervenção colonial no espaço magrebino e, no caso particular de Marrocos, a oposição e resistência que lhe foi movida pelos sultões alauitas. Contrariando a narrativa dominante elaborada pelas grandes e médias potências europeias que a usavam para justificar a intervenção colonialista e “civilizadora”, recorre-se a outras fontes com origem em enviados de pequenos poderes periféricos sem quaisquer ambições de domínio daquele espaço. Os sultões marroquinos, ao contrário do epíteto de incivilizados que muitas das fontes da época lhes atribuem e da classificação de violentos, xenófobos e isolacionistas com que grande parte da historiografia europeia contemporânea os brinda, vão tentar opor-se ao prenúncio do colonialismo europeu, usando as mesmas armas das potências da margem norte do Mediterrâneo: a via diplomática e a ação militar. Mas sem os mesmos resultados acabarão por protelar a inevitabilidade da intervenção estrangeira.
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