Liberdade inconstante ou subserviência segura? – O trabalho sexual na Comédia do Cioso
Sinopse
Na estória “secundária” da Comédia do Cioso de António Ferreira, desenha-se um confronto entre trabalho sexual e vida matrimonial. Faustina, uma cortesã apaixonada por Octávio, descobre que a escolha por um tipo de independência feminina concedida pelo trabalho sexual significa, no século XVI, não só precariedade, mas também uma irrevogável rejeição da vida amorosa, a qual encontra o seu expoente máximo no matrimónio. Assim, Clareta, uma alcoviteira e amiga de Faustina, reprova a paixão da companheira pois sabe que mulheres como elas não podem entregar-se somente a um homem. Este artigo tem o objetivo de compreender a representação literária das trabalhadoras sexuais da Comédia do Cioso, enquadrando-a na
visão social e cultural quinhentista sobre o trabalho sexual.
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