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A importância da modalização em quatro manifestos produzidos pela UMAR

Autores

Alexandra Guedes Pinto
Centro de Linguística da Universidade do Porto image/svg+xml , Universidade do Porto image/svg+xml
Pierrot

Sinopse

O presente artigo procura destacar o papel instrumental desempenhado pelo género de discurso “manifesto” na cultura combativa da associação feminista portuguesa UMAR, a qual, desde a sua origem, tem utilizado manifestos quer para reivindicar mudanças, quer para apontar caminhos a seguir. Especificamente, o artigo foca-se em alguns exemplos da construção da modalização em quatro manifestos produzidos pela associação com o objetivo de apurar que papel desempenha a modalização na arte de questionar, criticar e convencer. A análise da modalização nos manifestos da UMAR evidencia o papel central da linguagem enquanto instrumento de intervenção social e política. Nos textos analisados, a modalização é mobilizada para opinar, argumentar, confrontar e apelar à ação, sustentando um discurso de denúncia e de construção utópica. Observa-se o uso articulado da modalização epistémica, que modula graus de certeza e autoridade e da modalização deôntica, que impõe obrigações morais e convoca à responsabilidade coletiva. Estes mecanismos linguísticos não apenas sustentam a argumentatividade dos textos, mas também projetam ideologias e constroem sentidos que oscilam entre a crítica ao presente e a reivindicação de um futuro mais igualitário e inclusivo. 

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Publicado

5 novembro 2025 — Atualizado em 14 novembro 2025

Versões

Como Citar

Pierrot. (2025). A importância da modalização em quatro manifestos produzidos pela UMAR. Em E. Ed (Ed.), & A. G. Pinto, Mulheres no Discurso - Women in Discourse (pp. 7-21). Faculdade de Letras da Universidade do Porto. https://doi.org/10.21747/978-989-9193-67-3/mula1 (Original work published 2025)