O palácio e o fundo documental dos marqueses da Foz: Novos contributos para a história de um edifício e de duas famílias
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2026-25414Palavras-chave:
Marquês da Foz, Palácio Foz, Marquês de Castelo Melhor, LisboaResumo
Este artigo apresenta o fundo documental dos marqueses da Foz, à guarda do Gabinete de Estudos Olisiponenses (GEO) e, até agora, desconhecido do grande público. Partindo de uma apresentação geral do fundo e seus componentes, centramos o nosso estudo na história do Palácio Foz, antiga residência dos marqueses de Castelo Melhor no século XVIII, adquirido em 1887 pelo 1.º marquês da Foz, Tristão Guedes Correia de Queirós, representante da segunda família a ocupar o edifício. O Palácio Foz foi palco de significativas remodelações estruturais e decorativas entre os anos de 1889-1891, sendo este fundo uma base de sustento documental às mesmas, constituído em grande parte por recibos de pagamento das despesas efetuadas pelo marquês. Assim, justifica-se a realização de uma análise atualizada da história do palácio enquadrando-o, primeiramente, no panorama das casas nobres em Lisboa no pós-terramoto de 1755 e, numa segunda fase, no da Lisboa fontista do último quartel do século XIX.
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